quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Como descobrir qual é o concurso ideal para você? E como passar

Muitas pessoas sonham em ter um cargo público, entretanto não conseguem se planejar de forma adequada para atingir este sonho, neste artigo - sim, pela sua extensão considero um artigo e não um post - irei destrinchar como atingir este objetivo tão reluzente para alguns.

O primeiro passo a ser dado ao se escolher por um concurso público é escolher o cargo que se quer ocupar, para isto o pleiteante coloca várias variáveis na mesa, tais como trabalho a ser realizado, local, risco à vida - para a área policial e fiscal -, frequência de concursos para o cargo, salário, entre outros não listados por serem muito específicos para cada pessoa. Dessas variáveis a que tem o maior peso de longe na dificuldade/concorrência da prova é o salário e é nessa variável que irei dar mais atenção neste artigo.
Muitos concurseiros cometem o erro infantil de fazer a escolha utilizando somente o salário como critério, independente da área/cargo e em todo edital acabam se perdendo no mar de matérias diferentes que precisam ser estudadas para cada concurso, dificultando em muito a sua aprovação.

Horas Líquidas de Estudo


Vamos ser claros aqui, sem qualquer tipo de positivismo, a métrica mais importante para se medir a chance de sucesso em uma prova de concurso é o número de horas líquidas estudadas, simples assim. Um concurseiro que estuda em média 8 horas/dia tem mais chances de passar do que um que estuda apenas 2 horas/dia. Então se você estuda sempre as mesmas matérias, irá acumular mais horas líquidas de estudo do que alguém que estuda matérias diferentes para cada edital que surge.
Também quero esclarecer o que significa horas líquidas de estudo, todos nós sabemos que durante o estudo várias distrações surgem e nem sempre começar a estudar às 8:00 e parar às 12:00, significa que você estudou efetivamente 4 horas, na verdade você estudou 4 horas brutas, mas muito provavelmente estudou no máximo 2 horas líquidas. A relação entre horas líquidas de estudo / horas bruta de estudo é um número que varia muito de cada pessoa, e irei abordar este assunto mais à frente quando discutiremos maneiras de aumentar a eficiência do seu estudo, e a partir de agora irei usar o acrônimo HL para fazer referência à hora líquida de estudo e HLs para o seu plural.

Aqui vamos fazer um exemplo ilustrado de João, João quer passar para Analista Judiciário, digamos que o número de HLs necessárias para João passar nesse concurso sejam de 600 horas - Novamente este é um número pessoal como iremos ver à frente -. Se João estudar 500 horas líquidas, não passará no concurso. E se João for estudar para outro concurso no qual todas as matérias são diferentes - situação hipotética dado que isso é um fenômeno raro -, terá jogado fora todo o esforço já feito. Logo João deve focar na área desejada para que possa acumular HLs e finalmente passar no concurso. Por isso ao usar o critério de salário, o pleiteante também deve escolher o cargo o qual atenda esse critério e estudar matérias relativas ao concurso em questão.

Potencial máximo de aprovação em concursos


Agora que já fiz a introdução ao tema, está claro que o pretendente deve focar em um cargo/área para que possa acumular HLs e passar no concurso, entretanto se fosse tão simples assim, todos os concurseiros iriam inexoravelmente passar nos concursos mais difíceis, e a lista de aprovados seria por antiguidade relativa ao início dos estudos e vocês já devem ter percebido que não funciona dessa maneira. Muitas vezes pessoas dedicam a vida para passar em um concurso e nunca passam, com certeza não foi por falta de estudo. Então o que acontece? Para começar este tema delicado, já que isso pode ser muito duro para algumas pessoas, irei utilizar um exemplo simples a seguir.

Pense em João que sempre quis ser um Jogador de Basquete profissional e passa horas todos os dias treinando para tal, todavia há um detalhe físico sobre João, ele tem apenas 1,70 metro de altura. Você acredita que um dia ele será um profissional? Eu não, porque - acredito eu - existe um potencial máximo diferente para cada indivíduo para determinadas áreas, e para o basquete a altura do indivíduo tem um peso grande em seu potencial máximo. Fica claro que mesmo se João tiver uma destreza incrível, e treine muito todos os dias, ainda assim há um potencial máximo que ele atingirá que é muito abaixo do necessário para se tornar profissional. A mesma analogia pode ser utilizada para concurseiros, todo mundo tem um potencial máximo que pode atingir - não vou entrar aqui na questão sobre inteligência - já que ela é tão ampla e difícil de mensurar que seria muito simplista dizer que fulano é mais inteligente que ciclano só porque conseguiu passar em um concurso mais difícil. Porém é certo dizer que algumas pessoas possuem uma memória e capacidade de raciocínio melhor do que outras e - na minha humilde opinião - essas são as variáveis mais importantes, e com maior peso, que definem o seu potencial máximo para concursos.

Estendendo esse raciocínio, não adianta estudar a sua vida inteira para se tornar Analista de Controle Externo do TCU - na minha opinião é hoje o melhor cargo do serviço público - e nunca passar, será extremamente frustrante e um tremendo desperdício. Por que não gastar de maneira efetiva o seu tempo e estudar para um concurso no qual existem chances reais de você passar? Aposto que 10 entre 10 pessoas querem isso, evitar desperdício de tempo e maximizar sua chance de passar. A grande questão faltante é como determinar seu potencial máximo, e essa é a questão mais importante.

Introdução


Esse é o assunto mais delicado desse artigo, pois esbarra na limitação humana que é rejeitada por muitas pessoas. E diferentemente da altura, a inteligência é algo totalmente intangível, incompreendido e elástico. Porém minha análise é puramente empírica e simplista justamente para evitar qualquer tipo de debate científico sobre o tema.

Para mim, a maneira mais simples de verificar o seu potencial máximo para concursos é primeiro escolher uma prova de concurso do cargo pretendido ou de um cargo correlato, conseguir o material de português de um cursinho preparatório - ou outras fontes se assim desejar - e estudar durante 1 mês e, findo esse período, fazer a parte de português dessa prova - tem que ser a primeira vez que você faz essa parte da prova - e verificar o seu resultado em porcentagem de questões acertadas/total de questões. Este será o seu potencial máximo de aprovação.

Ex: Se após 1 mês de estudo em português utilizando apostilas/materiais adequados, sua nota foi 60% de acerto, isso significa que, muito provavelmente, se manter a rotina de estudos para as outras matérias conseguirá um porcentual parecido - algumas variações são esperadas - e com isso sua nota estimada para a prova deste concurso seria de 60% de acerto, logo se a nota de corte necessária para conseguir uma das vagas é de 60%, você tem chances grandes de passar neste cargo, porém se sua nota de acerto foi de 40%, suas chances são muito reduzidas.

É importante frisar que seu potencial máximo pode - e deve - aumentar à medida que você estuda de maneira rotineira e diminuir à medida que fica mais velho e deve chegar em um limite após 1-3 anos de estudos.

A teoria por trás desse conceito é simples, utilizei um intervalo de tempo alto para estudo de uma matéria (Concursos costumam ter em média 12 matérias), e utilizei uma matéria básica que é ensinada no ensino básico e médio, então todos - teoricamente - não são iniciantes nessa matéria, e a prova do cargo almejado é utilizada como referência pois fornece uma métrica real. Por isso é importante verificar a nota de corte nessa prova específica, pois há uma variação na dificuldade das provas. Utilizar a nota de corte de um concurso A em outro concurso B, mesmo se o cargo, matérias e banca elaboradora forem a mesma não dará um resultado preciso, porém ainda válido caso se queira recalcular novamente o seu potencial. E aqui faço um adendo, não adianta pegar resultados de concursos prestados, pois como vimos você não pode ter estudado tempo suficiente as matérias e ter tido um resultado bem abaixo do seu potencial.

É evidente que há margem para erros, pois a prova de português pode ter sido muito mais fácil ou difícil do que o restante das matérias, criando uma falsa percepção sobre o seu potencial, mas é aí que entra a segunda parte que é a definição utilizando resultados reais de concursos.

Conclusão - Potencial Máximo


Como já dito, o seu potencial máximo pode ter sido mascarado pela diferença de dificuldade entre as matérias da prova, seria maravilhoso se a banca desse os resultados da pontuação por matéria, porém nenhuma banca - que eu tenho conhecimento - faz isso, logo o potencial é apenas uma base inicial para o concurseiro, uma vez definido o seu potencial máximo inicial, o concurseiro irá poder focar em concursos no qual tem chance real de passar e ajustar o seu potencial máximo com o resultado desses concursos. Esse é o ajuste fino, batendo a sua pontuação na prova com a nota de corte final.

É natural haver desvios entre provas, tanto para mais ou para menos, já que a performance do concurseiro varia muito dependendo do dia e das matérias abordadas nas questões da prova. Mas para isso o concurseiro pode fazer uma média entre os concursos realizados, descartando as provas mais antigas (períodos maiores que 6 meses).

Inclusive acho interessante refazer as provas já feitas até para entender se está havendo avanço com os estudos, é interessante deixar um período longo - 3 meses são suficientes na minha opinião - para que você não se lembre da resposta certa e force novamente o raciocínio.

Esse é um conceito polêmico, porém o considero de maior importância, pois pode reduzir a frustação e maximizar suas escolhas, além de mostrar claramente o seu potencial. Servindo inclusive como pilar da decisão para parar de fazer concursos. Por ser algo polêmico irei dar outro ponto de vista sobre o mesmo tema.

Estratégia simplifica de escolha de concurso


Como já explicado aqui, não é inteligente fazer concursos em áreas diferentes pois você deve acumular horas líquidas de estudos nas matérias e ir melhorando seu desempenho com o tempo até conseguir a aprovação.

Caso não concorde com o conceito de potencial máximo, recomendo fazer provas de técnico - sem necessidade de diploma de faculdade - e ir subindo o sarrafo após cada aprovação. Logo a dificuldade irá aumentar gradativamente, não se deixe levar por alguns pensamentos soltos do tipo: "A prova de técnico é mais concorrida do que a de analista/nível superior, por isso é mais fácil passar". Esse pensamento é em parte verdadeiro, pois a concorrência - em um concurso de nível técnico - de concorrentes por vaga é maior do que um concurso de nível superior, porém não é na parte qualitativa, a nota de corte é sempre bem maior do que na prova de técnico.

Planejamento de tempo de estudo (Você deve largar o seu emprego?!)


Esse é outro assunto muito polêmico e deixo claro que é apenas uma opinião minha não servindo como referência para a sua tomada de decisão.

Primeiro ponto é quanto tempo estudar de uma única vez, na minha experiência pessoal considero que entre 1 e 1:30 hora direta de estudo - após esse tempo o seu cérebro começa a ficar cansado e a se distrair por qualquer coisa - com 30 minutos de parada. Para ser mais incisivo a minha sugestão é essa: 90 minutos de estudo e 30 minutos de descanso. Porém existem outros métodos bem conhecidos tais como:
Método Divisão do tempo Utilizado para
Pomodoro 25 min de estudo / 5 min intervalo Memorização, tarefas chatas ou quando está "travado"
Regra 50/10 50 min de estudo / 10 min intervalo Trabalho pesado, escrever ou resolver problemas complexos
Ultradian Sprints 90 min de estudo / 15-20 min de intervalo Imersão profunda em um assunto único

Não acredito em nenhuma regra rígida, o importante é o concurseiro acertar uma relação que funciona para ele. A boa notícia, é que você pode ir descobrindo aos poucos qual é a relação que funciona melhor para você, inclusive esta relação pode mudar em relação a hora do dia (À noite pode fazer intervalos de estudo menores em relação aos da manhã)

Segundo ponto é quanto estudar por dia, se você é empregado duvido que consiga estudar mais de 2 horas/dia, eu conseguia somente 1 hora/dia útil e no final de semana 6 horas/dia, o que totaliza 17 horas/semana.

Quando estava desempregado, eu conseguia estudar uma média de 7 horas por dia, o que totaliza 49 horas/semana, quase 3 vezes mais do que empregado. A relação é simples e diretamente proporcional: Quanto mais horas conseguir estudar, mais rápido irá conseguir sua aprovação.

Isso significa que todo concurseiro deve largar o seu emprego e começar a estudar? De forma nenhuma. Acredito que todo concurseiro deve primeiro entrar num ritmo muito bom, fazer um pé de meia e só então largar o emprego para focar 100% do tempo na aprovação do concurso. No meu exemplo pessoal, fiz um pé de meia com o equivalente a 5 anos de gastos - precisei só de meio ano e outro meio ano esperando a nomeação - para não ficar estressado e pressionado durante os meus estudos. Outro ponto que vale salientar novamente é que somente deve largar o emprego caso você possua o potencial máximo desejado para passar no concurso específico, de nada adiantar ficar anos a fio estudando se não consegue tirar a nota de corte em uma das matérias.

Qual o melhor material para utilizar?


Essa é simples, e mais uma vez vou usar minha própria experiência. Quando estudei para concursos pela primeira vez - na minha juventude -, eu mesmo selecionava o meu material a partir do edital do concurso, escolhia livros e tentava focar nos capítulos que pareciam relacionados ao contéudo pedido, fazendo questões do livro. Não preciso nem mencionar que foi extremamente ineficiente.

Quando voltei a estudar para concursos - uns 15 anos depois -, utilizei material específico dos cursinhos e fazia questões em site de questões (TEC Concursos por exemplo), e funcionou muito bem para um concurso federal de nível excelente. Aqui fica um adendo, para a matéria de estatística, eu utilizei um livro :-) , porque o material estava muito ruim, todavia eu usei o livro como referência para tentar resolver as questões, não tentei estudar primeiro para depois resolver as questões de concurso e nem tentei resolver questões do livro. Isso é algo muito importante ao se utilizar um livro como referência, pois a matéria pode ser muito extensa e desconectada do que a Banca costuma pedir.

Aqui entram dois fatores: Quais assuntos específicos são cobrados pela banca e como são cobrados.
O material de cursinho já é feito sob medida para isso, inclusive com várias questões tiradas de concurso sobre a mesma matéria. Uma matéria pode ser incrivelmente vasta, e.g. banco de dados, porém a forma como é cobrada em concursos é bem menos abrangente. Ao estudar por apostilas de cursinho sempre utilizei o caminho didático de estudar primeiro para depois resolver questões, pois sabia que já estava ajustado ao conteúdo da prova e direcionada para os tipos de questões cobradas.

Agora para concursos muito difíceis, o concurseiro terá que fazer uma mistura de todos esses métodos: site de questões, material de cursinho, livros de referência, material de punho próprio. Sobre o material de punho próprio, ele é realmente muito útil e necessário para reforçar o aprendizado e reescrever o que você aprendeu de uma maneira simples e mais resumida para você revisar no futuro, e quando falo sobre material de punho próprio é literalmente uma apostila sobre o tópico, nada relacionado a mapas mentais e outras maneiras de reforçar o aprendizado, que também devem ser feitas ao gosto do concurseiro, mas - acredito eu - nada substitui uma apostila bem escrita.

Em relação ao custo do material, ele é ínfimo em relação ao salário, então é um dos melhores investimentos que fará na vida em relação custo/retorno. Caso esteja com o pé atrás, compre material avulso e tire a sua própria conclusão. Caso seja pobre, entre em um esquema de rateio com outros concurseiros para a compra dos materiais, e aqui faço questão de salientar, faça isso somente se for pobre, pois essa prática é ilegal e imoral - na minha opinião - já que o material é fruto do trabalho de um professor. A exceção da imoralidade é se esse dinheiro for fazer falta na sua casa.

Sumarizando, colocaria dessa maneira.
Complexidade Material Faixa Salarial (BRL)
2026 em final de carreira
Simples Site de questões até 7 mil
Média Site de questões até 15 mil
Difícil Material de cursinho, site de questões, material de punho próprio até 23 mil
Muito difícil Material de cursinho, site de questões, livros de referência, material de punho próprio, sorte no dia da prova :-) acima de 23 mil

Não citei mapas mentais, ou outras coisas do tipo porque ao meu ver estão inclusos no material do cursinho.

Estudar por site de questões ou material de cursinho?


Conheço pessoas que foram bem sucedidas utilizando, cada uma, uma abordagem diferente, mas as que estudaram por site de questões costumavam demorar mais para passar do que as utilizavam material de cursinho.

Essa é uma escolha muito pessoal, minha sugestão é o concurseiro testar as duas e ver com quais delas se sente mais confortável, eu prefiro o material de cursinho para depois ir para o site de questões. E durante a revisão fazer apenas questões e revisar as questões, em que teve dificuldade para relembrar a matéria ou errou, utilizando o material de cursinho (ou de punho próprio).

Outro ponto muito importante é configurar o site de questões para se possível utilizar provas de concursos anteriores feitos pela mesma banca para o mesmo cargo.

É necessário fazer simulados?


Considero simulados mais importantes do que realmente fazer provas de concurso para os quais você não está preparado, é simplesmente muito mais barato, menos estressante e frustrante, porém os simulados - como o nome já diz - tem que seguir à risca os ritos de um concurso normal:
  1. Imprima no dia anterior a prova que irá fazer. Deve ser uma prova real de um concurso anterior da mesma banca e/ou do mesmo cargo.
  2. Utilize o tempo total especificado no edital. Não pare o tempo para ir no banheiro ou se por acaso se distrair.
  3. Faça a prova em uma mesa e cadeira dura.

E a parte física? Devo me preparar antes da aprovação?


Se a área que escolheu possui TAF, Teste de Aptidão Física, então considere iniciar junto com os seus estudos, pois deve ser extremamente frustrante passar/classificar no concurso e ser reprovado na parte física. Além do que, corpo são, mente sã.


É isso aí pessoal, abordei todos os assuntos primordiais para concurso:
  1. Escolha do cargo/área.
  2. Organização do estudo.
  3. Material de estudo.
Por isso fico por aqui, se acha que houve algum assunto que considere primordial, deixe o seu comentário aqui que tentarei escrever à respeito.

Forte Abraço!

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

O quanto é suficiente?

Já me fiz essa pergunta mil vezes e em cada época da minha vida, me vejo envolto em dúvidas e com números diferentes na minha cabeça, por exemplo: na minha adolescência não fazia o cálculo levando em consideração morar fora da casa dos meus pais. Todavia, hoje não é um dia para dúvidas, e sim, de certezas. Já que nada melhor do que sanar uma dúvida do que colocar esses números no papel e utilizar dados empíricos da minha vivência no dia a dia.


Como isto é uma análise e não um devaneio, vamos começar primeiro com a premissa de custos mensais, e sim, irei quebrar todos os custos de maneira mensal.

Primeiro, listo todos os gastos mensais que irei ter para ter uma aposentadoria plena e sem sacrifícios.


Obrigatórios, na minha humilde opinião:

1) Apartamento/casa: Apartamento de 100 m² bem localizado ou Casa de 200 m² mais distante do centro da cidade. Irei calcular o valor do aluguel então algo em torno de 0,3% do valor final.

2) Alimentação: Frutas, bananas, laranjas e maçãs não podem nunca faltar no cardápio, e também fonte de proteína em todas as refeições.

3) Saúde:

3.1) Plano de saúde: Não pretendo ter um gasto tão grande que justifique plano de saúde, já que a aposentadoria me servirá para manter uma frequência de atividades físicas ideais e sono excelente, e acredito que o SUS irá me servir para eventuais emergências.

3.2) Remédios

3.3) Academia: De boa qualidade, com piscina para natação e já incluso na mensalidade o treino de natação. Prefiro gastar mais aqui do que em um plano de saúde.

5) Diversão: Viagem 2x ao ano. Uma delas uma viagem internacional. Bar com os amigos ao menos uma vez por semana. Jantar com a esposa em um restaurante legal ao menos uma vez por semana.

6) Diversos: Roupas e etc...


Opcionais:

1) Transporte

1.1) Carro SUV: Vou considerar que a pessoa já tem 40% do valor total e apenas 60% será financiado. Manutenção irei fixar em 4% anual (0,33% mensal)

1.2) Gasolina ou eletricidade: Vou considerar 1500 kms percorridos por mês, eletricidade apenas, 1 kWh por 5 km, totalizando 300 kWh por mês.


No fim, acabei colocando vários itens que poderiam ser opcionais como obrigatórios, porque ao meu ver a aposentadoria tem que ser confortável, não algo que envolva sacrifícios ou perda de qualidade de vida.

Outro ponto, existem várias variáveis que eu teria que calcular e que no final não valem o tempo que seria expendido, como já tenho todas essas despesas hoje, basta eu utilizar o meu gasto mensal como base, concluo então que o valor que preciso mensalmente tem que ser equivalente ao meu salário líquido mensal nesta data 01/12/2025.

Utilizando uma ideia do nosso ilustre companheiro da blogosfera - o Mago Economista - irei utilizar uma moeda fictícia para representar esse valor será a Coroa de Aposentadoria, a CA$, uma vez que a cotação dessa moeda também será flutuante, já que a única certeza nessa vida é a inflação utilizada pelos governos para corroer qualquer tipo de poupança da classe trabalhadora. Logo o valor de CA$ 1000,00 mensais é o valor a ser atingido.

Em outros posts vou adentrar mais sobre a estratégia que pretendo utilizar para chegar nesse valor.


ABRAÇOS!!!

domingo, 21 de setembro de 2025

Concurso ou iniciativa privada?

 Por que concurso público é melhor do que emprego CLT?


Agora que já afirmei que uma das formas de conquistar mais tempo livre é passar em um concurso público, vamos explorar as razões por trás dessa afirmação.

Existem diversos motivos pelos quais um cargo público regido pela Lei 8.112/90 é superior a um emprego sob o regime da CLT. Vale lembrar ao leitor que esta análise se refere a cargos federais — o crème brûlée do setor público -. Abaixo, enumero os principais pontos em ordem decrescente de importância:


1) Estabilidade no cargo

Para ser demitido de um cargo público, é preciso se superar — e muito -. Salvo casos graves de prevaricação ou infrações sérias, são raríssimas as situações que resultam em exoneração. Essa estabilidade proporciona um alívio significativo na ansiedade, especialmente para quem sofre com a insegurança típica de empregos na iniciativa privada.


2) Carga horária reduzida

Muitos cargos públicos têm jornada semanal de 30 a 35 horas (principalmente no Judiciário), além de períodos em que o volume de trabalho é tão baixo que o expediente se resume a conversas informais na autarquia — e com o trabalho remoto -, nem isso é necessário. Todos os feriados são emendados, há recessos generosos como o do Carnaval (que pode durar uma semana), enquanto no setor privado muitas empresas liberam apenas a terça-feira. Arrisco dizer que, na prática, um servidor público trabalha efetivamente cerca de dois dias por semana. Na minha opinião, esse ponto rivaliza com a estabilidade — dependendo do dia -, eu escolheria um em detrimento do outro.


3) Remuneração elevada

Sejamos francos: você conhece alguém na iniciativa privada que ganhe R$ 37 mil brutos por mês - como no Tribunal de Contas da União - ?! Eu nunca conheci. Apenas cargos de alta direção — com bônus anuais — chegam a esse patamar, e mesmo assim é extremamente difícil alcançar esse nível. Para isso, é preciso trabalhar por décadas, em jornadas de 12 horas diárias, sacrificando saúde física e mental. É claro que alguns dirão que esses concursos são a elite do serviço público, mas fiz a comparação com a elite da iniciativa privada. Se compararmos cargos equivalentes, a conclusão será a mesma.


Considerações finais

Minha sugestão para quem gosta de estudar e tem facilidade com provas é: concurso público na veia. Vou além — se o indivíduo for jovem -, recomendo que não entre direto na faculdade. Primeiro, passe em um concurso público e depois curse a faculdade, muitos empregos públicos são muito flexíveis em relação à faculdade. Ou então faça um curso técnico reconhecido como de nível superior e já preste concursos para esse nível.

Isto além de dar ao jovem um gosto de como é a vida adulta, irá fazê-lo amadurecer em vários sentidos. 


Abraços!

domingo, 9 de março de 2025

Meu propósito

Acredito que todos nós procuramos pela felicidade, pura e simples. Ao decorrer da vida o conceito de felicidade muda, i.e., as coisas necessárias - materiais e abstratas - que te fazem ou fariam feliz.

Tínhamos um conceito de felicidade aos 2 anos, 5 anos, 10 anos de idade e assim por diante. Meu conceito de felicidade aos 12 anos era matar aula e jogar videogame. Aquilo realmente me fazia feliz naquela época, porém não me faz mais hoje - Talvez um pouquinho :D -.

Meu conceito de felicidade no início da vida adulta, quando comecei a trabalhar, além de outros pontos, consistia em trabalhar pouco e ganhar bem para ter uma vida que eu considerava agradável: Com tempo disponível e dinheiro para desfrutar melhor desse tempo.

E esse conceito não mudou agora que já estou mais maduro, porém o peso do dinheiro diminuiu, hoje realmente o que tem mais peso para mim é o tempo disponível para lazer.

Um dos modos de atingir esse objetivo - na minha cabeça - era de conseguir uma quantidade grande de dinheiro para literalmente parar de trabalhar, a famigerada e tão aclamada FIRE nos blogs de finança. Porém com o tempo esse objetivo se mostrou muito árduo e difícil de ser alcançado e ainda há outra variável que complica ainda mais esse objetivo: A construção de uma família.

Nós fizemos as contas da aposentadoria antecipada quando ainda erámos jovens e solteiros, hoje nossos gastos cresceram e ainda termos que levar em conta a família.

Não preciso detalhar muito esse assunto, mas fica claro que a quantidade de dinheiro mensal necessária agora é duas, três ou até quatro vezes maior, logo o meu objetivo mudou, hoje gostaria de trabalhar menos (30 horas semanais) e com menos pressão e estresse.


E ao meu ver só há três maneiras de você atingi-lo no Brasil:

1) Trabalhando no governo federal/estadual (apesar de não haver muitos bons cargos na esfera estadual). Existem várias posições onde é necessário trabalhar somente 30hs por semana.

2) Sendo dono de alguma empresa.

3) Emigrando para um país desenvolvido e rico. Apesar de não trabalhar menos, a qualidade de vida compensaria esse problema.


Irei discorrer mais sobre cada uma dessas possibilidades em posts diferentes.


Então por hoje é só, não queria fazer uma apresentação muito pessoal da minha pessoa, mas sim o que me define e meu propósito.

Como descobrir qual é o concurso ideal para você? E como passar

Muitas pessoas sonham em ter um cargo público, entretanto não conseguem se planejar de forma adequada para atingir este sonho, neste artigo ...